Algumas Poesias de José Guimarães e Silva

Algumas poesias de José Guimarães e Silva. Poeta de Pouso Alegre. Poesias escritas durante algum tempo da vida do autor.

Letras digitadas no teclado do computador que se transformam em palavras, que formam frases e elas aqui estão.

As poesias têm, podemos dizer assim, uma pitada de magia. Eu as escrevo e as publico. Você as lê. Eu posso gostar de algumas, por tê-las escrito. Você pode gostar também de algumas, por ter se simpatizado com elas.

Mas também pode não gostar de nenhuma. Porém, espero que você goste de pelo menos uma.

Enfim, se gostou, compartilhe. Se não gostou, compartilhe também. Pois é do que gostamos e do que não gostamos que a internet está repleta. E eu te agradeço.

 

Sou Poeta

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Algumas poesias de José Guimarães

Sou Poeta

Sou poeta, porque vivo

Assim tipo um cara solitário

Num mundo de fantasias

De coisas irreais e de hipocrisias

E não queira nenhum dignitário

Destruir a minha paz.

 

Lembrança da Infância 

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Lembrança da Infância

Eu era criança

Você um pouquinho maior

Mas tínhamos a mesma esperança

De um dia crescer e fortalecer nosso amor

 

Nas brincadeiras

De criança

Prometíamos ser

Um do outro

 

Só que eu saí de casa

E nas minhas andanças

Distante de casa eu cresci

E de você esqueci

 

Hoje a lembrança voltou

Não sei por que

Saudade de um tempo

Distante, que passou

 

Saudade de um tempo distante

Que ficou escondido na memória

Que um dia o passado enterrou

 

Você também cresceu

E não sei por que

Por ironia do destino

De novo nos encontramos

 

Será que é para desenterrarmos

Aquele amor que lá atrás ficou?

 

Eu e a Vida

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Eu e a Vida

De onde eu venho não sei

Talvez das entranhas das ondas do mar

Ou das encostas das montanhas

 

Sei que trago comigo uma bagagem

Como se estivesse sempre

Preparado para uma viagem

Para bem longe,

Para nunca mais voltar

 

Entretanto, não vivo só por viver

Vivo porque a vida me dá prazer

Talvez porque ache a vida tão bela

Ou porque ignoro o sofrer,

Pois não tenho medo de morrer

 

Ora, eu sei que caminho sempre ao lado

De pessoas que são também como eu

E sei que por alguns sou amado

Como homem, não como um deus

 

Eu tenho sempre os meus ideais

E graças a eles consigo vencer

Os obstáculos que me aparecem,

Pois sempre haverão de aparecer

 

Graças a Deus! Sou um homem livre

Para pensar, escrever e fazer o que bem quiser

Na vida, tenho chances de competir

E de ser sempre um bom competidor

 

Na jornada árdua desta vida

Nada existe que seja fácil

Mas também não é assim tão sofrida

Como muitos procuram mostrar

 

Pois viver é uma aventura

Que eu gosto de experimentar

E como um bom aventureiro

Estou sempre a aventurar

 

Obrigado Senhor, por estar aqui

Mesmo nunca sabendo de onde vim

Tampouco sabendo para onde irei

 

Se levado por mãos amigas ou inimigas

Para as encostas das montanhas

Ou para as entranhas das ondas do mar.

 

Minha homenagem ao circo

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Minha homenagem ao circo

Quando eu ainda era menino

Pensava como menino

Passava a perna no Picolino

Para no circo dele poder entrar

Tudo porque não podia pagar

 

Porém, lá dentro, tudo era diferente

Eu via as coisas muito contente

Vibrava com as moças dançarinas

As invencionices do fabuloso mágico

E os saltos triplos mortais dos trapezistas

 

Vibrava com a ousadia dos domadores

Embora sentisse medo dos leões

Cujos urros fortes e assombradores

Abalavam os pulsantes corações

Das pessoas que a tudo assistiam

 

E com alegria e energia aplaudiam

O espetáculo, sempre incansáveis

De artistas criativos e adoráveis

Que de tudo faziam para mostrar

O que aprenderam no circo só para dar

 

Alegria ao povo que iam ao circo para se comover

Por isso, o circo não nunca deve morrer

 

E vinham os palhaços, alegres, saltitantes

Com suas algazarras que no circo ecoantes

Misturando aos gritos da plateia contente

E eu ficava realmente feliz e deslumbrante

Porque era criança e gostava de gritar

 

Porque muito pouco sabia pensar

(talvez nem soubesse o que era amar)

Mas com o tempo eu cresci

E da alegria do circo eu me esqueci

Tive de adulto inúmeros problemas

 

Que enfim aos poucos resolvi

E como todo adulto

Aprendi a viver

(ou penso que aprendi a viver)

E coisas estranhas

Fui levado a querer

 

Mas um dia passando

Por um circo eu vi

Tanta coisa bonita

E, então, descobri

Que ainda gostava de circo

Apesar de ter crescido

 

E por isso agora eu afirmo

Que o circo é um mundo de espetáculo

E por isso o circo não deve morrer.

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José Guimarães e Silva

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