A Aranha e a Mosca

 

Uma Aranha tecia muito tranquilamente sua casa: uma armadilha infalível para pegar qualquer inseto que por ali passasse.

Olá meus amiguinhos! Esta história foi extraída do livro Cazuza, do escritor maranhense Viriato Correa.

Era uma vez uma aranha muito esperta teceu uma teia e ficou durante algum tempo no aguardo de sua presa.

Todavia, uma descuidada Mosca passou pelo local e se prendeu na teia.

A Aranha e a mosca 

A desventurada voadora, quanto mais se debatia, mais se enroscava nos fios. Não bastando isso, ainda tinha a infelicidade de ver a aranha se aproximar, muito lentamente, ameaçadora, impiedosa, mostrando suas patas serrilhadas e pegajosas.

– Aaaiii! – a mosca gritava, esperando que alguém a ajudasse a se livrar daquele tormento, tão angustiante.

– Oh, Dona Aranha – suplicou a pobre Mosca. – Me liberta daqui, por favor. Me tire deste tormento angustiante. É muito sofrimento.

– Hum, que pretensão essa a sua! – sorriu a Aranha assim um tanto maldosa e vaidosa, com desdém. – Eu, libertar você daqui? Imagina! Era só o que faltava!

Levantou uma pata e depois completou: – Você é minha presa, minha presa, ouviu! Caiu na minha armadilha. Isto é, na minha teia e virou minha prisioneira. Você agora é minha prisioneira! Entendeu? E agora darei a você o destino que eu quiser.

– Caí na sua teia, Dona Aranha,  porque não sabia que ela estava aqui – defendeu-se a Mosca. – Eu não a vi quando voava distraída para este lugar.

A mosca continuou a suplicar:

– Eu sei que errei. Mas, por favor, Dona Aranha, tenha piedade de mim,  me liberte! Nunca mais passarei por aqui.

– Não, não e não! Não vou libertar você e pronto! Devia ter prestado atenção no caminho por onde anda. Na próxima vez, preste mais atenção.

Ao dizer isso, a aranha riu:

– Menina, que estou a lhe dizer eu? Na próxima vez? Ah, ah! Na próxima vez, disse eu! Que pena, coitadinha… Mas não haverá próxima vez,  não, descuidada mosca! Porque agora você agora é minha prisioneira e não tem nenhuma chance de escapar daqui.

Só que nesse momento passou um gavião à toda velocidade. Então, ele arrastou parte da teia com suas asas.

A Aranha por pouco não foi esmagada. Equilibrou-se no ar e gritou:

– Socorro! – Agora era a aranha que pedia socorro, tentando se livrar do emaranhado de teia em que se enroscou.

Ninguém ali poderia ajudá-la, claro, a não ser a mosca, que a orientou como sair do apuro.

Depois do susto, a Aranha voltou à pose anterior. Isto é, ao domínio da situação.

Sentindo-se mesmo perdida, a Mosca a desafiou:

– Já que você prende todos os voadores que caem em sua teia, por que não prendeu o gavião?

A aranha olhou para a Mosca assim um tanto soberba como sempre, pensou, pensou e depois respondeu:

– Simplesmente porque não gosto da carne de gavião. É muito amarga.

Moral da história: É fácil dominar e prender alguém mais fácil que opressor. Porém, é difícil ou – por que não dizer? – impossível prender alguém mais forte.

E aí? Gostou dessa história? Comente!

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